A notícia recente da suspensão da venda de pó e glitter alimentícios da marca Art Decor pela Anvisa serve como um alerta importante. A agência tomou essa decisão porque os produtos continham ingredientes de origem desconhecida, o que impossibilita garantir que sejam seguros para consumo. Essa situação nos faz pensar: assim como precisamos de regulação e atenção para o que consumimos fisicamente, nosso equilíbrio emocional também exige cuidados e técnicas adequadas.
Da mesma forma que ingredientes não identificados podem causar danos à saúde física, emoções não reconhecidas ou mal administradas podem desequilibrar nossa saúde mental.
O que está por trás da decisão da Anvisa
Em 29 de janeiro de 2026, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento do pó e do glitter da marca Art Decor. A medida suspende a comercialização, distribuição, fabricação, propaganda e uso dos produtos.
O problema central é que esses itens, usados para decorar alimentos como bolos e doces, contêm ingredientes desconhecidos e o fabricante não foi devidamente identificado. Sem saber a composição exata, não há como afirmar que são seguros para ingestão.
Consumidor atento: Se você possui esses produtos em casa, suspenda o uso imediatamente. Denúncias sobre itens irregulares podem ser feitas pela Ouvidoria da Anvisa ou pela Central de Atendimento (0800 642 9782).
O risco dos “brilhos” não comestíveis
Esta não é a primeira vez que produtos decorativos chamam a atenção. Em 2025, um influenciador alertou que alguns glitters vendidos como “comestíveis” continham, na verdade, plástico (polipropileno micronizado) na composição. Esse material é apenas decorativo e não deve ser ingerido.
Muitas vezes, a embalagem até traz o termo “atóxico“, mas isso significa apenas que o produto pode entrar em contato com alimentos – não que foi aprovado para uso alimentício. A confusão é comum, especialmente porque esses itens são frequentemente vendidos ao lado de ingredientes de confeitaria de verdade.
Inteligência Emocional: o “controle de qualidade” das nossas emoções
Assim como a Anvisa regula o que consumimos, a Inteligência Emocional é a habilidade que nos permite “regular” nossos sentimentos. O psicólogo Daniel Goleman, considerado um dos pais do conceito, a descreve como a capacidade de identificar nossos próprios sentimentos e os dos outros, de nos motivarmos e de gerenciar bem as emoções em nossos relacionamentos.
Desenvolver essa habilidade é crucial. Um estudo citado pela TalentSmart mostra que 90% dos líderes com alta inteligência emocional são mais eficazes em liderar equipes e alcançar metas. No dia a dia, ela nos ajuda a reduzir o estresse e a ansiedade e a tomar decisões mais claras.
Pilares da Inteligência Emocional
Goleman identificou cinco habilidades principais:
| Habilidade | Descrição | Benefício Principal |
|---|---|---|
| Autoconhecimento | Reconhecer as próprias emoções. | Ser “piloto” da própria vida. |
| Controle Emocional | Lidar com os sentimentos conforme cada situação. | Evitar reações impulsivas. |
| Automotivação | Direcionar as emoções para um objetivo. | Manter o foco e a calma. |
| Empatia | Reconhecer as emoções nos outros. | Construir relacionamentos melhores. |
| Habilidades Sociais | Interagir gerindo os sentimentos alheios. | Ter eficiência interpessoal. |
Técnicas práticas para a “autorregulação emocional”
A autorregulação emocional é justamente a nossa capacidade de controlar e ajustar nossas emoções, especialmente em situações desafiadoras. Não se trata de eliminar sentimentos negativos, mas de saber gerenciá-los para que não dominem nossas ações. Algumas técnicas comprovadas são:
- Reestruturação Cognitiva: Identificar pensamentos distorcidos (ex.: “nunca vou conseguir”) e substituí-los por outros mais realistas (ex.: “é um desafio, mas já superei outros antes”).
- Mindfulness e Respiração: Praticar a atenção plena ao momento presente, sem julgamento. Técnicas de respiração profunda ajudam a acalmar a mente e o corpo rapidamente.
- Identificar Gatilhos: Refletir sobre situações que disparam reações emocionais intensas. Perguntar-se: “Como eu estava antes? O que senti? Já passei por isso antes?” ajuda a criar consciência e elaborar melhores respostas para o futuro.
Saúde é um conceito integral. Cuidar do que colocamos no nosso corpo – seja um alimento ou uma informação – e desenvolver a capacidade de navegar pelas nossas emoções são dois lados da mesma moeda: o bem-estar.
Fique atento aos ingredientes da sua despensa e também aos “ingredientes” dos seus pensamentos. Ambos definem a qualidade da sua jornada.











